Conferencia debate Desafios no âmbito em relação à vida e à família |
A defesa da vida não é só uma questão de defesa ética, mas é uma defesa de princípios constitucionais e de legalidade. A segunda conferencia do Simpósio de Bioética, deste sábado, teve como tema: Desafios no âmbito em relação à vida e à família e foi presidida pelo Dr. Cláudio Fonteles, Procurador Geral da República, membro da Comissão de Bioética da CNBB e autor da Ação de Direita de Inconstitucionalidade (ADIN 3.510), que pede anulação do ato legal que permite o uso de embriões congelados em pesquisa científica. Na sua conferencia, o Dr. Fonteles abordou a dimensão social do problema da bioética e o modo com que esses temas estão sendo tratados no país. Com essa intenção, partiu da Exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis do Papa Bento XVI para sublinhar a expressão “coerência eucarística”. Segundo Dr. Fonteles, “o culto agradável a Deus nunca é um ato meramente privado, sem conseqüências para nossas relações sociais. Muito pelo contrário, requer o testemunho publico da fé”. O conferencista mencionou a defesa da vida, a instituição da família a partir da união entre um homem e uma mulher, a liberdade da educação dos filhos e a promoção do bem comum como os quatro valores “intocáveis e não negociáveis” que tem uma “ligação objetiva com a Eucaristia” e que hoje são manipulados na sociedade. Nesse sentido, o Dr. Fonteles advertiu que “os bispos são obrigados a recordar sem cessar tais valores, porque faz parte da sua responsabilidade”. Do mesmo modo, o leigo cristão, formando-se “na escola da Eucaristia”, é chamado diretamente a “assumir a sua responsabilidade política e social a fim de poder desempenhar as suas funções”. O Procurador Geral aproveitou para chamar a atenção sobre a falta de formação dos leigos e dos clérigos na Doutrina Social da Igreja. Na conclusão da conferencia, Dr. Fonteles fez menção da atitude do Governo Federal, que, segundo ele, ontem “recuou e não mais tirará os símbolos religiosos das instituições públicas da nossa nação”. Ainda segundo Fonteles, a defesa da vida não é só uma questão de defesa ética, mas é uma defesa de princípios constitucionais e de legalidade. Contudo, “é hora de cobrarmos postura da fé dos nossos políticos e da coerência eucarística, porque é inconcebível que o aborto seja considerado pelo Ministro de Saúde e por muitos dos nossos congressistas uma medida de política nacional de saúde”, afirmou. |
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